quarta-feira, 28 de maio de 2008
TEOLOGIA DO DISCIPULADO
terça-feira, 27 de maio de 2008
Análise do Salmo 67, Numa Visão Missionária.

A RELAÇÃO DO SER DE DEUS E SEUS ATRIBUTOS

Concluímos ser impossível uma descrição exaustiva e completa do Ser divino, ou chegarmos a um conhecimento pleno de sua Pessoa, mas que, todavia podemos conhecer o Ser de Deus através dos seus atributos revelados a humanidade. O que importa para o crente são sua comunhão e o desfrute das bênçãos de Deus através de sua relação com Ele.
A EXISTÊNCIA DO INFERNO

Antes de tudo um lugar destinado aos ímpios e pecadores de todas as nações, Sl 9.17. Se fosse apenas um estado natural de morte e sepultamento no sentido literal, seria injusto da parte de Deus que o justo compartilhasse da mesma desgraça com o ímpio.A morte e o inferno não são exatamente a mesma coisa, a morte é o passo que o ímpio da em direção a dimensão do inferno Pv 5.5.Muitas vezes a morte e sepultura estão relacionadas ao inferno, como se desse a entender que o inferno não passa de um estado de inexistência ou um simples sepultamento de um cadáver (Jó 26.6; Pv 15.11), mas a Bíblia nos dá evidencias claras de que ambos estão co-relacionados (Os 13.14) quando se trata da morte de um ímpio, que após a morte física será encaminhado para uma dimensão de tormentos. Porém a passagem de Isaías 14:15, é clara quando revela que Lúcifer será levado a cova ou sepultura, ao mais profundo abismo, mostrando-nos a evidencia de que a cova também pode ser traduzida num sentido espiritual como sendo um estágio de morte não somente física, mas uma condenação e afastamento de Deus em uma dimensão destinada a esse fim, ou seja, Satanás é um espírito, e espíritos não deixam de existir ou entram em decomposição como um corpo sepultado.
Também chamado de a segunda morte é o lugar onde todos os seres espirituais, tanto homens como anjos caídos serão lançados após o grande julgamento universal, que somente ocorrerá no juízo final.“... a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo”... Ou seja, o inferno não é exatamente o lago de fogo, é o lugar de habitação atual da alma dos ímpios ou o conjunto de componentes que se encontram nesse lugar. Aqui temos uma figura de linguagem, a metonímia, a parte pelo todo. Ou seja, não é a dimensão que será lançada no lago de fogo, mas seus elementos que lá se encontram atualmente.
Então disse: Senhor lembra-te de mim quando entrares no teu reino.Repondeu-lhe Jesus:Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraísoMateus 23.42,43.Temos aqui uma revelação clara, do destino imediato da alma do justo. Pois Cristo afirma com verdadeira veemência: “Hoje estarás comigo no paraíso”. O tempo é hoje, o momento imediato, após a morte, experiência da qual passou o ladrão da cruz, aquele que creu na obra redentora, naquele momento crucial do qual Cristo estava passando.O apostolo Paulo, passou pela experiência de transcender em vida até este lugar (2 Co 12.2-4).
Os que fizeram o bem sairão para ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação. João 5.29. Como a Bíblia não se contradiz, cremos que da mesma forma que os que estão no inferno, voltarão em corpos transformados, para a ressurreição da condenação, com o fim de serem lançados no lago de fogo, como também acreditamos ser os justos ressuscitados em um corpo glorificado após estarem um tempo no paraíso para a ressurreição da vida do qual os destinará a morada na nova Jerusalém (Ap 21.9-27). Ou juntamos como num quebra cabeça todos os textos e contextos bíblicos ou cairemos no erro de criar doutrinas baseadas em versículos isolados dos quais julgamos dar base ao que queremos crer.
RESENHA DO LIVRO DE ECLESIASTES

Pode-se chegar a seguinte conclusão sobre o pensamento de Salomão em Eclesiastes: A juventude é um engano e ilusão, a vida adulta uma luta e a velhice um arrependimento. Poder, popularidade, prosperidade, prestígio e prazer em medida abundante e todos juntos não podem extinguir a sede ardente na alma do homem que só Deus pode satisfazer. O valor permanente de Eclesiastes está no fato em que comprova que só Deus pode satisfazer as necessidades mais profundas do coração do homem.Grandes e preciosas lições de vida são extraídas do Livro do Eclesiastes. Uma delas é de que não há satisfação plena e nem felicidade completa nesta vida transitória ou temporal, nunca o homem se fartará, sempre será escravo de sua própria cobiça (Ec 5.10). Os prazeres terrenos são ilusórios e passageiros, portanto o homem na sua breve existência deve aproveitar e gozar de todo fruto de seu trabalho com sabedoria e temor ao Senhor, sabendo que um dia há de prestar contas a Deus por tudo, e de que seu corpo voltará a ser pó, e seu espírito voltará a Deus que o criou (Ec 12. 7-14).
Bibliografia
João Ferreira.1995. Livro de Eclesiastes, edição contemporânea. Editora Vida.
ANÁLISE CRÍTICA DE JOÃO 13.1-20

Mesmo ante a toda oposição sofrida pelos que o rejeitaram, mesmo em sua presciência de saber que seria traído por Judas, e que por três vezes seria negado por Pedro ao cantar do galo, mesmo assim diante do abandono de todos, persistiu firme no amor e cuidado por todos eles até o fim de sua missão terrena.
Seu amor foi tão sublime, incondicional, verdadeiro, tão compassivo e transcendental, que mesmo ante a traição de Judas ele o chamou de amigo (Lucas, 26.50). Agora lhe restando pouco tempo com eles, preocupava-se em legar essa atitude de amor e humildade aos seus discípulos, pois a eles caberiam a fundação da igreja e a expansão do cristianismo que deveria cultivar essas duas virtudes principais como pilares da fé cristã.
Embora alguns interpretem ou adotem a atitude do lavar os pés como um dogma a ser seguido ao pé da letra e o faça disso um ritual cerimonial, essa não foi à intenção do Mestre do amor e o mais humilde dos homens.
O lavar dos pés era uma pratica dos servos e escravos, algo realmente humilhante não só para um homem livre como principalmente para alguém de posição social superior, ninguém ali no cenáculo exceto Jesus tomaria tal atitude, até mesmo porque antes eles discutiram sobre quem tomaria o lugar de maior destaque e honra no reino de Cristo (Marcos 9.33-37).
Mesmo em sua condição de Mestre e Senhor, Jesus da o exemplo de humildade, rebaixando-se a condição de servo ao lavar aos pés daqueles que eram menores que ele. Refletindo com isso um amor que é capaz de se auto-abnegar em favor de outrem, um amor auto-doador, livre das amarras do egoísmo e o do orgulho.
Portanto como cristãos temos a obrigação de seguir as pisadas do Mestre, pois o mesmo João disse em sua primeira encíclica: “aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (I João 1.6).
Hoje em dia preferimos a coroa de glória em vez da cruz, de todos os privilégios do reino sem nos sujeitarmos ao senhorio do Rei da Glória. Estamos dispostos a decretar, ordenar em vez de nos humilharmos diante da poderosa mão de Deus, incapazes de reconhecermos que tudo que temos e somos, o somos não por merecimento, mas por seu amor e graça. E por fim nos declaramos príncipes e reivindicamos todos os privilégios do evangelho, mas nunca nos declaramos servos com o dever de obedecer e servir aquele que é Senhor de todas as coisas e que nos amou e nos serviu primeiro (Filipenses 2.3-8).
JESUS FILHO DE DAVI (YESHUA BEN DAVID)

O presente trabalho tem como objetivo provar a descendência davídica de Jesus Cristo. Serão expostas algumas passagens bíblicas e um embasamento teológico para a defesa de sua messianidade.
Davi foi o segundo rei de Israel e Judá, sucedendo a Saul. Foi ungido secretamente por Samuel ainda na sua adolescência quando apascentava o rebanho de seu pai Jessé (I Sm 16.1-13). Foi manifestado publicamente mais tarde (2 Sm 2.4; 5.3). Fundou uma dinastia que durou 425 anos, poucos reinos conseguiram tal proeza. O último rei da dinastia davidica foi Tzidqiyahu ben Yo’shiyahu (O rei Ezequias filho de Jeconias). Depois do exílio outras dinastias que não eram da descendência de Davi, reinaram em Israel, como no caso dos Macabeus e Herodes.
Deus havia prometido para Davi que sua descendência reinaria para sempre (2 Sm 7.16). Sendo Deus fiel, não podendo negar a si mesmo velando pela sua palavra para cumpri-la. A genealogia era apenas contada com os entes do sexo masculino, as mulheres não eram citadas na árvore genealógica dos judeus. Portanto a descendência davidica de Jesus seria contada de Abraão, chegando a Davi, passando pelos reis de Judá, aos descendentes do exílio e pós-exílio até José e finalmente terminando em Jesus (Mt 1.1-17). Mas uma questão é levantada: Se Jesus era descendente de Davi, não teria que ser filho biológico de José?Melhor forma de explicar essa questão é nos voltarmos para as escrituras, no que tange a promessa do Messias, ou seja, de que forma ele viria ao mundo, qual seria sua missão e o caráter dela? E qual a sua natureza humana e divina.
a) Ele teria um nascimento virginal (Is 7.14), jamais poderia ser gerado pela semente do homem, pois caso contrário herdaria a natureza caída de Adão, o que impediria o caráter redentor de sua missão (Rm 5.12-21). Portanto partindo desse principio não podemos esperar ou exigir que o Messias tivesse um nascimento natural, pois estaríamos espiritualmente perdidos e condenados.
b) Ele é Emanuel, ou melhor, é o próprio Deus encarnado em forma humana, o verbo da vida (Is 7.14; Jô 1.1). Seu caráter divino o faz filho unigênito de Deus em essência, mas filho de José por nascer na casa de José filho de Davi.
c) Sua missão era redentora (Is 53). Teria um caráter terreno e celestial no que tange ao seu ministério na terra, seu sofrimento, redenção e sacrifício, assim como sua ressurreição e vida eterna.
d) Não poderia jamais ser gerado do sêmen de José, pois o Cristo é um ser pré-existente e o que é finito não pode gerar o que é infinito, e que é terreno não pode gerar o que é celestial. A criatura não pode gerar o criador (Cl 1.15-17; Jo 8.23 e 58).e) Ele era conhecido como sendo filho de José (Jô 1.45).
f) O próprio Jesus era consciente de sua linhagem davidica, de sua messianidade bem como de sua origem celestial como sendo pré-existente de essência divina. Jesus levantou uma questão interessante : “Que pensais vós do Cristo? De quem é filho?. Responderam-lhe: De Davi. Disse-lhe Jesus: Como, pois, Davi pelo Espírito, lhe chama Senhor dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por estrado de teus pés. Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho?” (Mt 22.42-45). Essa questão levantada pelo próprio Jesus, deixou não só os fariseus sem resposta, como qualquer um que interprete literalmente de forma carnal e meramente humana a messianidade do Cristo bem como uma compreensão pobre e terreal de sua ascendência davidica. Essa passagem dar embasamento para uma interpretação a luz do caráter espiritual de sua vinda, bem como da impossibilidade de ser gerado do homem, sendo então descendente de Davi por nascer na casa de Davi, mas não por ser gerado do sêmen natural de um de seus descendentes.
g) Os apóstolos reconheciam Jesus como sendo descendente de Davi (Rm 1.1-4)h) Davi era humano, e morreu; seu reino com o tempo acabou. Mas, de acordo com Isaías 9.6,7, o descendente de Davi, Rei-Messias, é divino, e seu Reino é eterno. Davi foi um "pai" temporário para seu povo; o Messias é um Pai imortal, eterno para todos os povos (SI 2.6-8; Lc 22.29).
Tudo deve ser analisado de acordo com o panorama bíblico, dentro de uma profunda analise hermenêutica, a luz do caráter da promessa messiânica segundo a forma usada por Deus para levantar o sucessor eterno no trono de Davi, afinal trata-se de uma promessa firmada no sobrenatural e no poder divino, o que não se pode esperar uma submissão à vontade humana de acordo com as expectativas terrenas meramente racionais.
