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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Teoria de Freud sobre a existência de Deus

Para Freud a concepção e crença em Deus, nascem do sentimento ambivalente oriundo de uma construção familiar baseado na imagem do pai. Dentro dessa perspectiva freudiana, o homem projetou a imagem paterna na formação da existência de Deus como sendo a sublimação de suas necessidades materiais e emocionais na figura do protetor e provedor. Sendo Deus inexistente como ser auto-existente e auto-consciente, toda lei moral segundo Freud seria apenas uma mera criação do homem no desenvolver da civilização como forma de expressar essa projeção de um pai que castiga seus filhos desobedientes e mostra sua benevolência aos obedientes.Pesquisei sobre a formação familiar de Freud assim como sua relação com as figuras adultas de sua infância no intuito de melhor entender a sua rejeição a Deus manifesta em sua teoria psicanalítica, estabelecendo assim uma conexão de seu passado com sua formação intelectual e filosófica sobre a religião e a divindade.Em minha pesquisa citarei um texto que extraí da entrevista de Ana Maria Rizutto sobre seu livro Por que Freud rejeitou a Deus? No site http://amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/amaivos07/noticia/noticia.asp?cod_noticia=7891&cod_canal=41“Circunstâncias pessoais da vida de Freud, durante seu crescimento, não lhe permitiram a experiência da sensação de proteção. Seus primeiros anos de vida foram marcados por mortes significativas: seu avô paterno, seu tio e seu irmão Julius. A última morte marcou a experiência psíquica de Freud para toda a vida. Ele teve outras perdas: sua babá, a quem foi superapegado, desapareceu de sua vida sem dar notícia. Freud, quando era pequeno, saiu de sua cidade natal, e seu pai perdeu o emprego. Depois, entrou para a escola pública, e pegaram seu tio favorito contrabandeando, prenderam-no e julgaram-no. Em suma, nenhum dos adultos com os quais Freud precisou contar foram capazes de oferecer-lhe proteção e segurança. Eles falharam com Freud de uma maneira ou de outra”.
Sendo a psicanálise uma ciência que baseia suas analises não somente na pesquisa empírica, mas também em teorias racionalizadas ou cientificamente comprovadas, afirmo ser a teoria de Freud baseada apenas na sua experiência pessoal originária de sua formação infanto-juvenil com a figura paterna e de todos os adultos que não lhe forneceram proteção e segurança. Portanto sua teoria não nos fornece uma base cientifica de fato. Se Freud estivesse certo, as Escrituras que são à base da revelação não só da existência como dos atributos de Deus, seria um reflexo da infância de seus autores e não uma revelação inspirada que nos mostra uma manifestação dos atributos de Deus de forma harmoniosa e equilibrada. Não há nas escrituras nenhum atributo tendencioso, contraditório ou em desarmonia entre os seus inspirados autores.A lei moral assim como a crença num Deus soberano sempre esteve e está presente em diversas civilizações, mesmo quando não havia comunicação do mundo judaico-cristão com as civilizações pagãs, os atributos morais assim como a crença no Deus supremo é um fato que não se pode negar a luz da análise antropológica e histórica. Portanto é correto e verdadeiro a existência da Lei Moral Universal. Essa lei é uma das provas da existência de um ser Soberano, Supremo, Criador, Preservador e Governador do Universo distinto de sua criação, que ao criar o homem sua imagem e semelhança, o fez diferente de toda criação, dando-lhe uma consciência individual, dotando-lhe de uma natureza noética, capaz de sentir necessidade de conexão com a divindade, mesmo de forma pagã e distorcida muitas vezes. Essa é uma busca do homem desde os primórdios de sua história, a procura de Deus e do sobrenatural.Outra forma de Deus se revelar ao homem foi através de sua criação. Toda biodiversidade é regida por leis naturais bem organizadas e sistematizadas. Tudo obedece a regras que parecem serem pré-estabelecidas, nada ocorre por acaso. Cada fenômeno natural, cada espécie, cada matéria, tudo tem seu propósito definido, tudo em harmonia como uma grande máquina com suas engrenagens, parafusos etc.Não podemos provar cientificamente a existência de Deus, assim como também a ciência não pode provar sua inexistência. Cremos em Deus pelos fatos anteriormente apresentados, por sua revelação geral através da criação, e de sua revelação especifica através das Escrituras.

O sentido da vida na teoria de Viktor Frankl

Introdução



A logoterapia nasceu nos anos em que Viktor Frankl vivenciou os horrores dos campos de concentração nazista. Onde pode observar o comportamento dos prisioneiros do campo ante o sofrimento desumano a que eram submetidos. Dali pode distinguir, as motivações e força psiconoéticas, que levavam alguns a auto-transcenderem e enfrentar com dignidade todos os terrores impostos por seus carrascos.



DESENVOVIMENTO



Frankl refutou a idéia de Freud de que a exigencia fundamental do homem para a resolução das suas neuroses psiquicas consistia na realização do prazer ou emanicipaçãos sexual. Para Frankl o homem era contudo um ser frustrado de sentido.O caminho da cura para suas neuroses consiste em encontrar um sentido para sua vida. Um objetivo na vida, que de ao paciente motivação para continuar existindo.A terapia pode ser baseada na seguinte pergunta:Que é que eu devo fazer e que não pode ser feito por ninguém, absolutamente ninguém exceto eu mesmo?



Valores



Todos somos dotados de valores, e muitas vezes esses valores são adquiridos pelo meio que nascemos ou vivemos, sendo que alguns podem ser aprendidos com o passar do tempo de acordo com nossa busca e escolha individual.Para Frankl o sentido da vida pode ser alcançado pela realização de ações oriundas desses valores.


Auto – transcendencia



Todo ser humano pode superar as adversidades da vida, se auto-transcendendo, resurgindo das cinzas como na mitologia da ave fenix. É o ideal a ser alcançado, a fé religiosa oriunda de nossa dimensão noetica, a missão a ser cumprida na vida que gera essa transcendencia no ser humano.



Liberdade



Por libertadade compreendemos ser o homem dotado de livre-arbitrio, o que lhe dota de uma capacidade de escolha do “ser”(seu modo de vida) sem contudo deixar-se ser influenciado ou receber imposição do “estar”(ambiente em que se encontra).



Responsablidade



Todos somos dotados de uma consciencia critica, de um discernimento do certo e do errado, um senso de responsabilidade. Quando somos conscientes desse senso de responsabilidade e o assumimos em lugar de projetar nossas atitudes nos outros, passamos a dar um passo significativo rumo a cura das neuroses.


Supra-Sentido



Segundo a logoterapia a vida tem um supra-sentido que excede e ultrapassa toda e qualquer compreensão intelectual do ser humano. Esse supra-sentido pode ser bem exemplificado na fé religiosa, onde as pessoas confiam naquilo que não vêem ou compreendem e esperam por um futuro do qual não tem provas que possa existir. Esse princípio, muitas vezes, impulsionam e dão forças às pessoas para superar as adversidades.


Dimensão noética



É o lado espiritual do homem, sua essência interior, não sendo religião ou dogmatismos, mas sim uma consciência viva interior, capaz de transcender através de seu livre-arbítrio. Homem é muito mais que um mero ser biológico ou uma psique como prega o niilismo.


Unicidade



Somos únicos em nós mesmos, seres indivisíveis, cada qual com uma identidade própria, com sua própria história e com capacidade de somar algo novo a cada um individuo com que nos relacionamos.



Visão de Frankl sobre o sofrimento humano


Viktor Frankl conheceu de perto e experimentou os horrores do campo de concentração nazista. Nesse tempo pode observar que os que mais tinham disposição para viver, e possuíam autocontrole emocional, eram aqueles que tinham em vista um objetivo a ser alcançado, um senso de dever, que poderia ser uma causa política, uma fé religiosa, um desejo forte motivado pelo amor em reencontrar a pessoa amada. Esses eram capazes de se auto-transcender, se recriar, renascer das cinzas, superar com dignidade as mazelas do sofrimento. “A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar”. Viktor Frankl.



Conclusão


Na logoterapia o indivíduo somente consegue enxergar as suas frustações e neuroses quando ele se distancia da situação em que está inserido, e sair da angústia do vazio existêncial a partir da autotranscendência. As técnicas logoterápicas se baseiam na decisão racional de antagonizar com o seu condicionamento psiconoético.


FOTO DE VIKTOR FRANKL, PAI DA LOGOTERAPIA



Critica de Frankl a Teoria do Prazer de Freud

Para Freud, o amor era apenas sexualidade desviada de seu fim, uma mera sublimação do instinto sexual. Mas para Viktor Frankl o reducionismo de Freud não tinha fundamento numa pesquisa empírica, sem observar, contudo o fenômeno numa perspectiva da individualidade humana. Ou seja, o reducionismo freudiano transformava o fenômeno do amor num epifenômeno.Frankl foi mais além do que define a psicanálise, buscando um sentido para esse fenômeno na antropologia. O amor é capaz de fazer o homem auto-transcender na direção de um sentido para sua vida. O amor o faz o homem superar todos os obstáculos a sua frente no sentido de ser completado no encontro da pessoa amada. Quem ama ver a pessoa amada num prisma de originalidade e singularidade pessoal, e não apenas como um mero individuo entre muitos, mas como um ser indivisível e único. Esse conceito é confirmado empiricamente. É a experiência pessoal e individual que o melhor define ou o compreende.O reducionismo freudiano desumaniza a sexualidade, devalorizando-a. Não levando em conta que a relação sexual é um meio de expressão para um relacionamento amoroso. Quem ama se relaciona com um individuo, pois a troca constante de parceiros seria uma expressão de negação desse amor. O amor busca um relacionamento estável baseado numa parceria, companheirismo, reciprocidade e bem estar comum. A o contrario disto, haveria uma diminuição do prazer, com a despersonalização do amor. Frankl afirma que sua experiência clinica, o fez chegar à conclusão de que a desumanização do amor, seria como um ato de “matar o amor” e sua conseqüência pode provocar frigidez ou impotência sexual.Para Frankl “A sexualidade não é algo humano, mas algo que tem que ser humanizado”.
Freud fez uma distinção entre a “meta” e o “objeto” da pulsão. Para Freud, quando a sexualidade se instala na puberdade, o adolescente pode não descarregar sua tensão no ato sexual, levando-o a masturbação. Durante a fase de maturação do ser humano, levando em consideração a sexualidade como uma mera meta, para se atingir um prazer, não do objeto, mas sim do sujeito, o mesmo canaliza suas tensões na pornografia, onismo ou prostituição.Frankl refuta essa teoria afirmando ser isso um retardamento psicosexual, onde o individuo não avançou a um grau mais elevado de sua sexualidade, mas sim uma regressão da mesma.