sábado, 31 de maio de 2008

Adultos Solteiros e a Família da Aliança



1. A primeira vista os conceitos de convenção e condição de solteiro parecem incompatíveis? Se sim, por quê?


O solteiro tem mais tempo disponivel para se dedicar a obra do Senhor


2. Você concorda com a visão de R. Clapp sobre a superioridade da condição de solteiro?


Não, porque ambos casados ou solteiros fazem parte da família da aliança, podendo ambos de igual modo desfrutarem de uma relação intima com Deus, a sociedade e a cultura.


3. É possível para uma pessoa solteira mais velha se tornar pecadora devido ao se forte desejo de ser casada?


Não. A aspiração pelo matrimonio é um desejo natural de ser humano


4. Quais as vantagens que um solteiro pode ter no seu desenvolvimento no reino de Deus?


Maior disponibilidade de tempo para o serviço do reino


5. Pessoas solteiras podem se sentir a vontade em casa de uma casal? Se sim, quando? Como? E por quê?


Sim, pode, quando ela não intenciona ter um relacionamento futuro com um dos conjugues, respeitando o casal.


6. Se o casamento é uma aliança entre macho e fêmea, uma pessoa solteira pode ser fiel a aliança de Deus para com ele/ ela? Lembre-se como foi discutida e definida aliança nos capítulos dois e quatro.


Pode ser fiel a partir do momento em que ela respeita o casal, e quando ele procura se relacionar bem dentro dos padrões cristãos com a família.

O Papel da Mulher/Esposa na Família da Aliança


PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Você tem problemas em relação ao o Setor de Estatística de Justiça reportou sobre os ataques das mulheres?

Não. As estatísticas que apontam o homem como principal agente agressor no lar é feminista e tendenciosa.

2. Discuta o conceito de auxiliadora como se aplica a Deus e à mulher/esposa.

Deus é auxiliador do homem, sendo ele seu auxilio em todas as áreas da sua vida, isso não diminui seu valor, da mesma forma o é a mulher que fora criada a imagem e semelhança de Deus no que tange a ser auxiliadora humana do homem.

3. Qual é, de acordo com a Bíblia, o papel supremo da mulher?

O papel de ser mãe, portadora da semente da espécie humana, na condição de dar todo amor, auxilio e cuidado maternal.

4. É considerado tradicional hoje em dia quando uma jovem diz “Eu quero ser esposa, mãe e dona de casa?

”Nesses tempos pós-modernos, de profunda inversão de valores, e principalmente bombardeado pelo feminismo radical, o desejo de ser mãe, esposa e dona de casa pode ser considerado tradicional.

5. Discuta o que Pedro escreveu em I Pedro 3.1-6. Suas palavras se aplicam hoje?

A atitude de apoio, auxilio, tolerância de doçura da esposa para com o marido, constituem uma forma eficaz de persuasão para ganha-lo para Cristo. A submissão descrita não é subserviência humilhante que deixa a esposa na condição de inferioridade, mas sim uma atitude sabia e cristã de edificar seu lar em harmonia e amor no temor do Senhor. A mulher deve seguir o exemplo de Sara e de todas as mulheres santas da Bíblia no que tange ao seu papel de esposa, mãe e auxiliadora. Sua beleza deve transcender ao exterior, deve ir além de adornos e roupas custosas.

6. O retrato da mulher da aliança em Provérbios 31:10-31 é relevante para todas as mulheres hoje em dia?

O alto padrão de feminilidade, são valores de generosidade sabedoria, diligencia, trabalho e administração do lar, bem como todo o cuidado com as necessidades dos filhos e do marido. Esses princípios constituem em valores atemporais.

Papel do Homem/ Marido na Família da Aliança.


PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. O que você entende da frase “pais workaholicos”? Pode-se referir às mães com o mesmo termo?

São pais viciados em trabalho, que não dão à atenção e o tempo necessário a sua família devido à sobrecarga de trabalho e compromissos. Também podendo ser aplicado as mães, quando as mesmas se preocupam em demasiado com sua carreira, profissão e trabalho, esquecendo de exercer seu papel de mãe.

2. Explique o que um autor quis dizer quando escreveu que a falta de pai é uma das tendências mais destrutivas da nossa geração(pág 60).

A ausência da figura do pai, trás efeitos de desequilíbrio familiar que podem ser refletidos na igreja e na escola.

3. Um Pai pode realmente esperar ser à semelhança de Deus em seu amor e cuidado para com a sua família?

“... Assim como Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”. Ef 5:24b, o pai deve se espelhar nesse exemplo, sendo ele a semelhança de Deus em seu lar.

4. Explique o que Paulo quis dizer quando escreveu que o marido é o cabeça da mulher. (Ef 5:23).

O homem está habilitado por Deus para exercer seu papel de liderança e autoridade na semelhança de Cristo em amor e cuidado por sua igreja.

5. É papel do marido iniciar e manter a relação de amor no casamento?

Sim. O homem deve imitar e seguir o exemplo de Deus que iniciou seu relacionamento e aliança com a humanidade. Deus deu ordem ao homem, para que esse deixar pai e mãe juntando-se a uma mulher (Gn 2:24), com também as escrituras em Ef 5:25 e Cl 3:19, ordena ao homem que tome a iniciativa de amar sua mulher.


6. Um marido pode exercer autoridade sem ser acusado de patriarcalismo ou de se colocar acima da esposa?

Deus convocou o homem para isto, para exercer seu papel de liderança na família, com a responsabilidade de amar, exercer autoridade, demonstrar sua capacidade de liderar e prover, não com o intuito de mostrar superioridade em relação à mulher, pois ambos são criados imagem de Deus e espelham Deus, mas na questão de terem tarefas diferentes comissionadas por Deus. O homem foi à matéria prima da mulher.

O Contexto do Reino da Família da Aliança

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1.O que você entende pela frase “reino cósmico de Deus”?

Toda ordem celestial, com seus astros, planetas, sistemas, dimensões, infinito e universo, com suas leis naturais e tudo que é criado são o reino cósmico de Deus.

2.Como você compreende a relação entre a igreja e o reino?

A igreja é o instrumento do reino para instruir a família no conhecimento de Deus através das Escrituras.

3.O Senhor é o rei soberano do casamento?

Sim. Como diz Paulo em Colossenses 1:16: ”Pois nele forma criadas todas as coisas...tudo foi criado por ele e para ele”. Deus como criador do homem e da mulher os criou com o propósito de os unirem para povoar a terra, sendo o homem o cabeça e a mulher auxiliadora, tudo dentro da vontade soberana de Deus.

4.Os parceiros no casamento também são vice-gerentes do parceiro (págs. 54,61)?

Deus entregou o domínio da criação nas mãos do homem e da mulher, para que ambos pudessem gerenciar juntos todo o que foi criado. Por isso o casal está no centro entre Deus e seu reino cósmico, na posição de subgerentes.

5.Você concorda que há três relacionamentos básicos dentro do reino cósmico?

Sim, e são:
1)Relacionamento espiritual: Deus estabeleceu uma relação intima e pessoal com Adão e Eva, onde eles tiveram o privilégio de serem visitados por Deus no final do dia. Hoje, o casal cristão restaurado pela graça de Deus em Cristo pode desfrutar desse relacionamento através da pessoa do Espírito Santo.
2)Relacionamento social: Inclui todas as relações entre pais e filhos, igreja, escola e toda parentela em geral.
3)Relacionamento cultural: Entendo como sendo a relação da família com a igreja, que tem a incumbência de educar no ensino das Escrituras os desígnios de Deus para a mesma.

6.Qual a influencia do divorcio dos pais no relacionamento da aliança com seus filhos?

Além de o homem quebrar uma aliança feita com promessas e juramentos diante de Deus e da sociedade, trás consigo desarmonia nas relações entre pais e filhos.

O Casamento é uma aliança


PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Como você, em regra geral, pensa no casamento?

Penso como sendo um elo inquebrável, uma aliança que deve perdurar até a morte de um dos conjugues. A união física e sentimental entre o homem e a mulher no propósito de estabelecerem uma família dentro dos padrões de Deus.

2. A abolição do casamento traria avanços à liberdade humana?

A abolição do casamento destruiria o que conhecemos como base de uma sociedade “a família”. Seria um ato de rebelião do homem contra seu Criador, que estabeleceu a ordem do homem se juntar a uma mulher, procriar, constituindo uma família. A humanidade se tornaria desajustada, infeliz, indiferente. Essa desordem e vazio causado pela abolição do casamento não trariam ao homem à liberdade e o avanço sócio-cultural, mas o faria escravo de uma vida libertina, promiscua e sem compromisso.

3. O casamento tem um aspecto legal?

Se assim o for, se o casamento é desfeito, a lei é quebrada?Por envolver um contrato formal por ambas as partes perante um juiz, o casamento constitui seu aspecto legal. Se houver separação a lei contratual não é quebrada, pois o marido terá ainda que assumir determinadas responsabilidades assistências a sua ex-esposa e filhos.

4. Você pensa no casamento como uma cola?

O casamento é uma cola da qual ambos, marido e mulher estão ligados numa relação de entrega e submissão, de cumplicidade, amor que cuida e zela, fidelidade as promessas feitas, a abertura de mão da vontade individual em prol da conjugal, uma parceria, união de corpos e mentes, levando Deus para a relação no que tange a satisfação de sua vontade na procriação e estabelecimento de uma célula familiar.

5. Como o casamento simboliza o relacionamento de Deus para com aqueles que nele crêem?

Quando Deus nos fez a sua imagem, estabeleceu ali conosco uma aliança, de compartilhar com o homem, sua autoridade sobre a criação, de se relacionar com o homem como seu amigo e companheiro. Quando nos entregamos a Deus, uma aliança de amor, salvação e bem-aventuranças é estabelecida por Deus em Cristo e selada pelo Espírito Santo. Da mesma forma que, estamos ligados a um laço matrimonial, estamos ligados a Deus em um laço de amor e misericórdia

.6. Por que não é sábio para um crente casar-se com um não-crente?

Porque além de contrariar a palavra de Deus em Deuteronômio 7, trás consigo uma incompatibilidade de propósitos, estilos de vida, visão espiritual e etc. Pode o crente receber influencias negativas do incrédulo, e ter todo seu modo de vida santo comprometido, além de formar um lar com propósitos divididos, trazendo desordem familiar.

A Origem da Família


PERGUNTAS E RESPOSTA

1.Você se sente à vontade com a idéia de que Deus planejou e de fato é o criador da família?

Um dos infindáveis atributos de Deus é o seu amor, sabedoria e bondade, o que nos deixa seguros e bem à vontade confiando em seu propósito em criar a família.

2. Defina o que “feito à imagem de Deus” significa para você.

Somos reflexo da imagem de Deus na terra, espelhamos o Criador no que consiste a sua autoridade sobre a criação.

3. Você consegue separar o ato da criação por Deus da origem e desenvolvimento da família?

A criação do mundo e a origem da família são indivisíveis, ambas fazem parte do projeto da criação de Deus no que tange a proliferação da raça humana, bem como seu domínio sobre as demais criaturas.

4.Qual a responsabilidade do homem em relação ao estabelecimento de uma nova família?

Segundo o que Jesus disse em Mateus 19:3-6, o homem tem a comissão divina de deixar seus pais, se unir a uma mulher, para dar inicio a um novo núcleo familiar. Com isso, a sua responsabilidade consiste em formar vínculos de vida e amor com sua esposa e filhos, na semelhança do vinculo de amor entre o Trino Deus e sua criação.

5.Ao ler Efésios 5, Paulo ajuda você a pensar no seu papel na família?

Como homem, penso no papel de amar minha futura esposa, zelar pela sua saúde física e espiritual, na semelhança do mesmo zelo que tenho por mim, seguindo o exemplo de Cristo em seu sacrifical e incondicional amor pela igreja.

6. Existe alguma vocação na qual você possa pensar que levaria alguém a pensar no casamento como uma perda?

Segundo 1 Corintios 7:32-33, Paulo nos relata que o solteiro cuida das coisas do Senhor e se dedica mais ao ministério, porém o casado não disponibiliza bem desse tempo em sua integra. Partindo desse principio um missionário teria mais tempo para se dedicar à obra missionária e uma vida de mais intensa consagração. Na verdade o casamento, não os impede de terem uma vida missionária e consagrada, pois um casal que se une com a mesma visão ministerial ou com o propósito de ambos serem coluna no ministério, terão condições de serem abençoados.

PACTOR FAMILIAR


PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Você estuda os personagens bíblicos? Por quê? Eles são no geral, bons exemplos?

O estudo dos personagens bíblicos nos fornece grandes lições dentro de uma perspectiva exemplarista no que concerne a evitarmos seus erros e imitar seus acertos, mas no geral eles não são bons exemplos no que tange aos seus desvios de conduta dentro dos propósitos de Deus, principalmente neste nosso estudo sobre a família da aliança.

2. Que conselho pode ser dado a líderes espirituais cujos filhos e filhas não andam com o Senhor?

Aconselho a buscar na Bíblia as bases doutrinárias para ensina-las aos seus filhos, seguido de constante oração intercessória, muita paciência, sabedoria e amor para lhe dar com eles.

3. Os líderes podem aprender a partir de suas próprias experiências e também das de outras pessoas?

Pode. Todos podem de alguma forma tirar grandes lições dos fatos ocorridos no decurso de sua história, como também a observância dos erros e acertos de outras pessoas. O tempo nos faz amadurecer, quando encaramos os fatos da vida como exercício de aprendizado.

4. Os crentes podem aprender com os não crentes a respeito da família ideal?

Somente as Sagradas Escrituras nos revela pelo Espírito Santo a vontade e o projeto ideal de Deus para a família. Portanto, aqueles que estão distante da vontade e destituídos da graça de Deus não possuem gabarito para esta santa comissão.

5. A Bíblia realmente apresenta um padrão e guia para a família?

Absolutamente. A Bíblia é o manual do fabricante (Deus), e como tal, possuí todas as instruções para a manutenção da qualidade de vida de suas criaturas.

6. O tempo da Bíblia é restrito? Ela traz uma mensagem clara e revelada para a vida familiar? Você quer conhecer esta mensagem?

A Bíblia não está limitada ao tempo, seus ensinos continuam sendo totalmente aplicáveis aos nossos dias como foi em tempos remotos. Sua mensagem é clara como a luz do dia, contendo toda revelação necessária dos desígnios de Deus para uma melhor qualidade de vida familiar. Por isso e muito mais, desejo conhecer essa mensagem.

7. O que você acha da visão de que a família tradicional é burguesa, significando que ela não é nem aristocrática nem parte das camadas mais baixas da sociedade?

Clapp, o formulador dessa teoria analisou a sociedade familiar apenas numa perspectiva meramente norte americana e ocidental, fornecendo bases superficiais neste assunto. Já Bronislaw Malinovsk, ao conviver e estudar saciedades tribais chegou à conclusão de que existe pouca diferença no campo familiar em comparação com as famílias mais civilizadas, onde em ambas se observam pais e filhos compartilhando campo, casa, comida e vida.

8. Os fatores econômicos na vida nos ajudam a saber como definir ou descrever a família?

Não são os fatores econômicos que definem ou descrevem a família, mas sim as ligações entre os membros de uma sociedade familiar, onde esses mesmos compartilham os interesses da vida e se ajudam mutuamente.

9. O que você entende pela palavra “Aliança”?

Entendo como sendo um pacto de juramento contendo termos para ambas as partes, onde tudo deve ser baseado na fidelidade e reciprocidade mutua.

10. Com que freqüência você pensa na vida como aliança?

Quando reflito sobre meu relacionamento com Deus, a família e a igreja. Nisso está a grande responsabilidade de ser fiel aos princípios da aliança que Deus me tem ensinado para a manutenção de uma boa convivência.

11. O que quer dizer quando se ouve falar do casamento como uma aliança?

Como um pacto de amor, ajuda, e unidade entre os conjugues no propósito de serem fiéis um ao outro.

6.Defina sua idéia básica do que seja família.

Um clã, formado por indivíduos com ligações sangüíneas, ou emocionais, tendo em si a prática da mutua proteção e fraternidade entre todos os seus membros.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Os Dois Pilares da Fé


Considero ser o amor e a humildade a base de todas as demais virtudes cristãs. Toda ação moral elevada do cristianismo seguindo o exemplo e os princípios de Cristo nos Evangelhos se apóiam nesses dois pilares. Partindo desse principio confirmo o tema deste trabalho. Para sofrer em lugar de negar a fé e sair ileso a morte e a tortura da perseguição ou até mesmo aos escárnios dos incrédulos, é necessário além de uma grande convicção no que crer ter amor verdadeiro a Jesus Cristo, assim como para perdoar alguém que nos feriu, necessita-se de um coração autenticamente humilde, principalmente se esse alguém for nosso inimigo. É um dever por demais terrível se apoiar nesses dois pilares. Amar o inimigo e perdoa-lo continua sendo um desafio que parece inatingível a natureza humana. Portanto somente com a morte do velho homem e em um novo nascimento proposto por Jesus no Evangelho de João Capítulo três, podemos ser capacitados por Deus a atingir tais virtudes, pois como disse o Apostolo Paulo: “não eu que vivo mais, mas Cristo vive em mim...”.Quem não cultiva essas virtudes e não as cumpre com alegria ou até mesmo não busca tais ações morais está bem longe de Cristo e do cristianismo, negou a fé e é pior que um pagão.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A IMPORTÂNCIA DO MITO NA OBRA MISSIONÁRIA

1.Observe como o mito é construído desde a infância.

Desde a infância os mitos são passados pelos mais velhos à nova geração, para que cresçam crendo nele, alimentando sua esperança naquilo que o mito um dia fará por eles. Sendo assim o mito se transforma numa arma poderosa de manipulação em massa, que se utilizada com eficácia pode produzir resultados satisfatórios. Para isso é necessário que desde a infância o mito seja construído no coração das pessoas.

3. Como o mito é utilizado para transmitir uma mensagem transformadora?

No momento em que seu propósito de libertação e de bem estar comum é utilizado em paralelo com a mensagem similar de bem estar e libertação do evangelho de Cristo, então teremos uma abertura para uma boa utilização do mito para introduzir a mensagem que transforma vidas.

MISSÃO LATINA NO MUNDO MULÇUMANO




INTRODUÇÃO




Apesar de haver certa proximidade com a nossa, a cultura mulçumana tem sido um desafio a ser enfrentado pelos missionários ibero-americanos, pois mesmo assim há enormes diferenças religiosas, lingüísticas, culturais e valores sociais a serem observados. O obreiro que quer ser bem sucedido na pregação do evangelho deve observar esses e muitos outros detalhes da cultura árabe. Portanto é de total importância do missionário aprofundar-se cada vez mais no conhecimento do mundo árabe ou mulçumano aonde ele pretende realizar seu ministério, ou caso o contrário encontrará enormes barreiras e choques culturais que o farão perder a grande oportunidade em ganhar almas no mundo islâmico.Portanto a obra “Latinos no Mundo Mulçumano”, visa ajudar o obreiro, nessa empreitada missionária, tendo consigo o relato da experiência e adaptação de vários missionários que conviveram entre os mulçumanos e em especial entre o povo madonita.




Os Dois Maiores Desafios



Os dois maiores desafios que o missionário encontrará no mundo mulçumano são a adaptação cultural e a sua luta contra os principados e potestades que governam a vida religiosa e em parte, a vida cultural daquele povo sem Cristo.Adaptação culturalNão é recomendável ao obreiro recém chegado passar suas primeiras semanas em convívio com seus compatriotas, mesmo sendo instruído por eles sobre a vida e cultura local. Nas primeiras semanas o obreiro encontra-se em condições psico-emocionais perfeitas para melhor enfrentar o choque cultural. É recomendável que procure pelo menos nos primeiros meses conviver em casa de famílias mulçumanas. Sendo assim mais rápido será o aprendizado da língua árabe e dos costumes. Portando, o constante contato com o povo dará maiores meios de mais rápida adaptação cultural, e com isso aos poucos as barreiras vão caindo.O missionário Marcelo Acosta quando estava residindo em casa de uma família madonita dedicava maior parte do seu dia no aprendizado do árabe. Quando aprendia algumas palavras ia até a Medina praticar com o povo. Desta forma adquiriu fluência na língua e conquistava a confiança e amizade deles.


Batalha espiritualO obreiro também não pode deixar de se revestir do poder de Deus, através da meditação na Palavra, jejum e oração. Pois o mesmo enfrentará uma batalha contra a opressão de forças demoníacas no lugar. Há um tipo de islamismo popular em alguns países que mistura elementos pagãos de feitiçaria, espiritismo e adoração a santos.As leis que proíbem como crime a pregação do cristianismo, assim como a forte influencia do islamismo popular, é também a causa de que o obreiro se revista do poder e da unção do Espírito Santo para derrubar todo empecilho.Em En Hadá os missionários Marcelo Acosta e sua esposa Renata, tiveram uma luta muito grande devido à opressão maligna que sofreram nesse lugar. Não conseguiam dormir, tinham febres, pesadelos com pessoas morrendo e manifestação de enfermidades. Tudo cessou quando resolveram orar e repreender em nome de Jesus.




Eficácia na Comunicação



A primeira coisa que o obreiro deve ter como meio eficaz na propagação do evangelho no mundo mulçumano é o domínio da língua nativa. A convivência com o nativo é o melhor e mais eficiente meio para um aprendizado mais rápido do idioma. Gravar conversas é uma boa técnica de memorização. Depois disso, procurar praticar sem medo de errar o que aprendeu com alguém. A medida que se ganha fluência no idioma, a comunicação melhora e passa-se a conquistar a simpatia do mulçumano.Em segundo, estudar o comportamento social dos homens e mulheres, para entender o que é socialmente aceitável entre eles ou não. Isso evitará constrangimentos entre ambos os lados, evitando choques de culturas ou mal entendidos.Em terceiro, é importante dedicar maior parte do tempo visitando várias famílias, estreitando seus laços de amizade com eles. Isso não será difícil devido à cultura hospitaleira sem igual do povo árabe. É uma sociedade voltada para a vida em grupo. Dão importância a família e as relações de amizade. Quem tem comportamento anti-social na sociedade árabe é mal visto, e não terá nenhuma chance de pregar o evangelho.Em quarto lugar, é importante se apresentar vestido como eles. Com isso estaremos mostrando respeito e admiração por seus costumes, como nos vestindo de acordo com os padrões de decência moral deles.Em ultimo, se deve ir a feiras livres em vez de supermercados, pegar transportes públicos em vez de carro particular. Maior contato com o povo faz ganhar o respeito à amizade e simpatia deles. Visto que o ocidental é mal visto como barrista e orgulhoso.




Isso é apenas uma pequena base entre muitos outros detalhes que serão apresentados nesse trabalho. Tudo isso diminui as diferenças culturais, e nos facilita a comunicação do Evangelho.“Embora eu seja livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais. Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me fraco para com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo Para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns”. (1 Coríntios 9.19-22).




SENDO UM NISHAM



Geralmente os mulçumanos não conseguem distinguir o ser cristão de ser um ocidental, para eles todos que nascem num país ocidental são cristãos. Por isso alimentam uma imagem ruim dos cristãos como sendo um povo de costumes libertinos, incapaz de uma vida piedosa e correta. Quando alguém se enquadra nos seus padrões de uma pessoa moralmente correta, denominam essa pessoa de “nisham”, que significa correto em árabe.É importante para o cristão procurar ter uma conduta nisham, ou seja, uma postura religiosamente piedosa. Isso inclui atitudes básicas da vida de um cristão praticante como dar esmolas, jejuar e fazer suas orações diárias. O que não é difícil para um obreiro do Senhor Jesus, que pratica essas coisas sem motivos meramente religiosos, mas sim de forma natural e espontânea. Porém vale salientar que ao contrário do que ensina o cristianismo, de que não se podem fazer essas coisas em público, no mundo mulçumano é necessário faze-las serem notadas.A nossa forma de orar pode chocá-los e ser interpreta com falta de reverência. Portanto é recomendável orar a maneira deles e em seus horários. Os mulçumanos oram em cima de um tapete com a testa inclinada ao chão. Não há nada na Bíblia que nos proíba de orarmos dessa forma. Jejuar no mês de Ramadán para eles é importantíssimo, e cristão que faz isso conquista o respeito e admiração deles.




A Mulher Nisham



A cultura mulçumana é muito rígida em relação às regras de comportamento da mulher. Uma mulher de boa reputação tem que ter um comportamento socialmente aceito. A missionária ibero-americana acostumada à liberdade de seu país deve adaptar-se a esses rígidos padrões, ou ao contrário será tratada com reprovação pela sociedade árabe. Uma mulher de boa conduta deve passar maior parte do seu tempo em casa cuidando dos afazeres domésticos, não pode falar com os homens na rua, nem olhar em seus olhos, caso contrário isso será tido como um convite sensual. Não pode rir em público, deve sempre ter na rua um semblante sério, e quando sair à rua, não sair sozinha, mas acompanhada de alguma outra mulher ou do marido. Deve sempre usar seus cabelos presos e cobertos pelo véu, assim como deve usar a chilaba, túnica que se usa por cima de outra veste para cobrir melhor o corpo.




O Homem Nisham



O homem mulçumano tem mais liberdade em relação às mulheres. Para eles não há uma exigência rígida em relação à vestimenta, podendo até usar roupas comuns, que conduto não seja shorts ou camisetas curtas. Um homem de boa deve ser um bom provedor de seu lar, e ter uma esposa e filhos obedientes e submissos. Se ele não administrar bem seu dinheiro e for descontrolado será visto com desdém até por quem não tem emprego. E também deve-se evitar acariciar sua esposa em público ou na frente de qualquer pessoa mesmo sendo parente ou amigo. A vida a dois é muito intima, sagrada e não deve ser exposta de nenhuma forma.




Costumes a serem observados



É necessário estar atento a linguagem dos gestos deles, pois para nós isso passa muitas vezes despercebidos. Mover a cabeça varias vezes para os dois lados significa sim, fazer um balanceio incompleto significa não. Alguns fazem ruídos com a boca. A mulher deve tomar cuidado com certos gestos, pois pode sofrer algum assédio desagradável sendo mau interpretada. Os mulçumanos são muito expressivos. Em alguns países como no Paquistão noventa por cento dos que andam na rua são homens. Portanto a mulher deve estar atenta, pois alguém pode dar um tapa nas nádegas ou tocar-lhe os seios. Portanto a mulher deve ser séria e inexpressiva, cobrindo bem seu corpo. Os mulçumanos se atraem pela boca e pelo cabelo solto comprido.Usam a mão direita para comer, pois a esquerda é usada para limpeza íntima, muitas vezes no lugar do papel higiênico. Por isso é considerado grosseiro e insultante oferecer algo a alguém com a mão esquerda. Nem tão pouco cumprimentar alguém com ela.Geralmente são muito hospitaleiros, e apreciam quando sua visita demonstra o interesse de passar ali à noite. Sentem-se insultados quando alguém faz visitas tipo de médico, ou quando mostra resistência quando lhe oferecem hospitalidade.




Conclusão



Nesse trabalho aprendi a amar e admirar ainda mais o povo mulçumano, pelo seu esforço em preservar valores morais e culturais da família e sociedade. Assim como sua maneira hospitaleira é sem igual se comparada aos demais povos do mundo. Estudando sua cultura, nos livraremos do cárcere do preconceito e da ignorância ocidental de olharmos para esse povo como um povo bárbaro, fanático e violento. O que constatamos ao contrário ser esse povo, um povo humilde, hospitaleiro, amante de sua cultura e religião. Um ótimo campo para a propagação do evangelho, se todos os critérios descritos nesse trabalho forem bem observados.


Templo Mulçumano, comumente conhecido como Mesquita:



BIBLIOGRAFIA :
Bertuzzi, A. Frederico, Latinos no mundo mulçumano. edição 1993.

O EVANGELHO REVELADO AOS ABORIGENES


INTRODUÇÃO


Na Irian Ocidental, ou Irian Jaya, antiga Nova Guiné Holandesa, habita os sawis. um povo dividido em diversas tribos, num total de quatrocentas. Os sawis tinham uma cultura singular e estranha recheada de costumes bárbaros, dos quais deixariam estarrecidos quaisquer povos do mundo civilizado. Esses aborígines eram implacáveis antropófagos, caçadores de cabeça, e mantinham uma diabólica tradição do culto da traição, o tuwi assonai man, que exaltava como herói de sagas contadas ao redor da fogueira, em celebrações, a história dos guerreiros que de forma maquiavélica e sagaz, conseguiram enganar seus inimigos com falsas cortesias e propostas de paz, cevando seus inimigos com amizade. Depois os matando de forma lenta de cruel, do qual tanto mulheres como crianças participavam festivos dessa tradição bárbara. Em seguida após a morte da vítima, seu corpo era esquartejado e consumido como alimento pelos seus algozes. Um show de selvageria.Diante desse contexto cultural estarrecedor, e geograficamente desafiador por uma selva quente e desconhecida e isolada do mundo civilizado, acredito que mais uma vez Deus fazia uma pergunta da qual a milhares de anos Ele havia feito: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”. Então, um casal de missionários, tocados pela brasa viva do chamado do Senhor, arde com fervor missionário em seus corações, numa convicta e unânime reposta de: “Eis-nos aqui, envia-nos a nós.


DESENVOLVIMENTO

Em meado de 1962, um casal de missionários do Canadá, Don Richardson e sua esposa Carol, com seu pequeno filho Stepheson da RBMU (União Missionária Para Regiões Distantes). Atenderam ao chamado do Senhor, indo morar entre os povos sawis, com o desafio de confrontar o evangelho de paz, salvação e amor, com milênios de violência, crueldade e espiritismo. No início encontraram grande dificuldade de implantar o evangelho dentro de uma cultura completamente controversa aos princípios de cristãos morais e éticos. Como pregar a Cristo numa cultura que provavelmente iria considerar Judas como herói por ser esse um personagem que tem paralelos com a cultura do twi assonai man?. Mas Deus os surpreendeu, mostrando que deixara em cada cultura, uma brecha de abertura para a entrada eficaz de sua mensagem. Durante séculos Deus providenciou e preparou o caminho para que pudéssemos levar com poder e eficácia a sua palavra a todos o povos da Terra. Diante do clima de hostilidade entre as tribos, Don Richardson tenta apaziguar ambas as tribos em clima de confronto. Então o missionário observa um segundo pilar da tradição sawi: o Tarop, “a criança da paz”. Somente dessa forma, poderiam as tribos celebrarem uma paz sincera sem recorrer ao recurso da traição waness. As crianças de ambas as tribos eram trocadas, passando a serem criadas como filhos legítimos pela tribo que a adotou. Enquanto a criança vivesse, a paz subsistiria.Nessa oportunidade de ouro, Don, traça um paralelo com o plano de Deus, de oferecer, a criança da paz, Cristo, seu único Filho, com o intuito de estabelecer a paz com todos os homens que em seu coração aceitarem seu infalível tarop. Também é encontrado no ritual funerário do remon, uma porta de acesso para o evangelho. O remon evocava a necessidade de uma renovação da vida do morto, o que Don explicou ser uma garantia que todo sawi e todo homem da Terra, teria na etapa de sua regeneraçã o espiritual e a alcançaria por fim num novo corpo glorificado pela ressurreição. Cristo além de ser o nosso Tarop, também é nosso Remon.


CONCLUSÃO


Não há barreiras culturais que tornem impossível a pregação do evangelho. Deus deixou seu testemunho em todos os povos, bem como brechas para a penetração do evangelho. Em toda história da humanidade, Deus havia providenciado o caminho de passagem para a entrada triunfal de Cristo em todas as tribos e nações.Temos alguns exemplos bíblicos como Paulo pregando aos atenienses sobre o Deus desconhecido, João Batista pregando o Cordeiro de Deus e João falando aos gregos ser Cristo o Logos.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Teoria de Freud sobre a existência de Deus

Para Freud a concepção e crença em Deus, nascem do sentimento ambivalente oriundo de uma construção familiar baseado na imagem do pai. Dentro dessa perspectiva freudiana, o homem projetou a imagem paterna na formação da existência de Deus como sendo a sublimação de suas necessidades materiais e emocionais na figura do protetor e provedor. Sendo Deus inexistente como ser auto-existente e auto-consciente, toda lei moral segundo Freud seria apenas uma mera criação do homem no desenvolver da civilização como forma de expressar essa projeção de um pai que castiga seus filhos desobedientes e mostra sua benevolência aos obedientes.Pesquisei sobre a formação familiar de Freud assim como sua relação com as figuras adultas de sua infância no intuito de melhor entender a sua rejeição a Deus manifesta em sua teoria psicanalítica, estabelecendo assim uma conexão de seu passado com sua formação intelectual e filosófica sobre a religião e a divindade.Em minha pesquisa citarei um texto que extraí da entrevista de Ana Maria Rizutto sobre seu livro Por que Freud rejeitou a Deus? No site http://amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/amaivos07/noticia/noticia.asp?cod_noticia=7891&cod_canal=41“Circunstâncias pessoais da vida de Freud, durante seu crescimento, não lhe permitiram a experiência da sensação de proteção. Seus primeiros anos de vida foram marcados por mortes significativas: seu avô paterno, seu tio e seu irmão Julius. A última morte marcou a experiência psíquica de Freud para toda a vida. Ele teve outras perdas: sua babá, a quem foi superapegado, desapareceu de sua vida sem dar notícia. Freud, quando era pequeno, saiu de sua cidade natal, e seu pai perdeu o emprego. Depois, entrou para a escola pública, e pegaram seu tio favorito contrabandeando, prenderam-no e julgaram-no. Em suma, nenhum dos adultos com os quais Freud precisou contar foram capazes de oferecer-lhe proteção e segurança. Eles falharam com Freud de uma maneira ou de outra”.
Sendo a psicanálise uma ciência que baseia suas analises não somente na pesquisa empírica, mas também em teorias racionalizadas ou cientificamente comprovadas, afirmo ser a teoria de Freud baseada apenas na sua experiência pessoal originária de sua formação infanto-juvenil com a figura paterna e de todos os adultos que não lhe forneceram proteção e segurança. Portanto sua teoria não nos fornece uma base cientifica de fato. Se Freud estivesse certo, as Escrituras que são à base da revelação não só da existência como dos atributos de Deus, seria um reflexo da infância de seus autores e não uma revelação inspirada que nos mostra uma manifestação dos atributos de Deus de forma harmoniosa e equilibrada. Não há nas escrituras nenhum atributo tendencioso, contraditório ou em desarmonia entre os seus inspirados autores.A lei moral assim como a crença num Deus soberano sempre esteve e está presente em diversas civilizações, mesmo quando não havia comunicação do mundo judaico-cristão com as civilizações pagãs, os atributos morais assim como a crença no Deus supremo é um fato que não se pode negar a luz da análise antropológica e histórica. Portanto é correto e verdadeiro a existência da Lei Moral Universal. Essa lei é uma das provas da existência de um ser Soberano, Supremo, Criador, Preservador e Governador do Universo distinto de sua criação, que ao criar o homem sua imagem e semelhança, o fez diferente de toda criação, dando-lhe uma consciência individual, dotando-lhe de uma natureza noética, capaz de sentir necessidade de conexão com a divindade, mesmo de forma pagã e distorcida muitas vezes. Essa é uma busca do homem desde os primórdios de sua história, a procura de Deus e do sobrenatural.Outra forma de Deus se revelar ao homem foi através de sua criação. Toda biodiversidade é regida por leis naturais bem organizadas e sistematizadas. Tudo obedece a regras que parecem serem pré-estabelecidas, nada ocorre por acaso. Cada fenômeno natural, cada espécie, cada matéria, tudo tem seu propósito definido, tudo em harmonia como uma grande máquina com suas engrenagens, parafusos etc.Não podemos provar cientificamente a existência de Deus, assim como também a ciência não pode provar sua inexistência. Cremos em Deus pelos fatos anteriormente apresentados, por sua revelação geral através da criação, e de sua revelação especifica através das Escrituras.

O sentido da vida na teoria de Viktor Frankl

Introdução



A logoterapia nasceu nos anos em que Viktor Frankl vivenciou os horrores dos campos de concentração nazista. Onde pode observar o comportamento dos prisioneiros do campo ante o sofrimento desumano a que eram submetidos. Dali pode distinguir, as motivações e força psiconoéticas, que levavam alguns a auto-transcenderem e enfrentar com dignidade todos os terrores impostos por seus carrascos.



DESENVOVIMENTO



Frankl refutou a idéia de Freud de que a exigencia fundamental do homem para a resolução das suas neuroses psiquicas consistia na realização do prazer ou emanicipaçãos sexual. Para Frankl o homem era contudo um ser frustrado de sentido.O caminho da cura para suas neuroses consiste em encontrar um sentido para sua vida. Um objetivo na vida, que de ao paciente motivação para continuar existindo.A terapia pode ser baseada na seguinte pergunta:Que é que eu devo fazer e que não pode ser feito por ninguém, absolutamente ninguém exceto eu mesmo?



Valores



Todos somos dotados de valores, e muitas vezes esses valores são adquiridos pelo meio que nascemos ou vivemos, sendo que alguns podem ser aprendidos com o passar do tempo de acordo com nossa busca e escolha individual.Para Frankl o sentido da vida pode ser alcançado pela realização de ações oriundas desses valores.


Auto – transcendencia



Todo ser humano pode superar as adversidades da vida, se auto-transcendendo, resurgindo das cinzas como na mitologia da ave fenix. É o ideal a ser alcançado, a fé religiosa oriunda de nossa dimensão noetica, a missão a ser cumprida na vida que gera essa transcendencia no ser humano.



Liberdade



Por libertadade compreendemos ser o homem dotado de livre-arbitrio, o que lhe dota de uma capacidade de escolha do “ser”(seu modo de vida) sem contudo deixar-se ser influenciado ou receber imposição do “estar”(ambiente em que se encontra).



Responsablidade



Todos somos dotados de uma consciencia critica, de um discernimento do certo e do errado, um senso de responsabilidade. Quando somos conscientes desse senso de responsabilidade e o assumimos em lugar de projetar nossas atitudes nos outros, passamos a dar um passo significativo rumo a cura das neuroses.


Supra-Sentido



Segundo a logoterapia a vida tem um supra-sentido que excede e ultrapassa toda e qualquer compreensão intelectual do ser humano. Esse supra-sentido pode ser bem exemplificado na fé religiosa, onde as pessoas confiam naquilo que não vêem ou compreendem e esperam por um futuro do qual não tem provas que possa existir. Esse princípio, muitas vezes, impulsionam e dão forças às pessoas para superar as adversidades.


Dimensão noética



É o lado espiritual do homem, sua essência interior, não sendo religião ou dogmatismos, mas sim uma consciência viva interior, capaz de transcender através de seu livre-arbítrio. Homem é muito mais que um mero ser biológico ou uma psique como prega o niilismo.


Unicidade



Somos únicos em nós mesmos, seres indivisíveis, cada qual com uma identidade própria, com sua própria história e com capacidade de somar algo novo a cada um individuo com que nos relacionamos.



Visão de Frankl sobre o sofrimento humano


Viktor Frankl conheceu de perto e experimentou os horrores do campo de concentração nazista. Nesse tempo pode observar que os que mais tinham disposição para viver, e possuíam autocontrole emocional, eram aqueles que tinham em vista um objetivo a ser alcançado, um senso de dever, que poderia ser uma causa política, uma fé religiosa, um desejo forte motivado pelo amor em reencontrar a pessoa amada. Esses eram capazes de se auto-transcender, se recriar, renascer das cinzas, superar com dignidade as mazelas do sofrimento. “A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar”. Viktor Frankl.



Conclusão


Na logoterapia o indivíduo somente consegue enxergar as suas frustações e neuroses quando ele se distancia da situação em que está inserido, e sair da angústia do vazio existêncial a partir da autotranscendência. As técnicas logoterápicas se baseiam na decisão racional de antagonizar com o seu condicionamento psiconoético.


FOTO DE VIKTOR FRANKL, PAI DA LOGOTERAPIA



Critica de Frankl a Teoria do Prazer de Freud

Para Freud, o amor era apenas sexualidade desviada de seu fim, uma mera sublimação do instinto sexual. Mas para Viktor Frankl o reducionismo de Freud não tinha fundamento numa pesquisa empírica, sem observar, contudo o fenômeno numa perspectiva da individualidade humana. Ou seja, o reducionismo freudiano transformava o fenômeno do amor num epifenômeno.Frankl foi mais além do que define a psicanálise, buscando um sentido para esse fenômeno na antropologia. O amor é capaz de fazer o homem auto-transcender na direção de um sentido para sua vida. O amor o faz o homem superar todos os obstáculos a sua frente no sentido de ser completado no encontro da pessoa amada. Quem ama ver a pessoa amada num prisma de originalidade e singularidade pessoal, e não apenas como um mero individuo entre muitos, mas como um ser indivisível e único. Esse conceito é confirmado empiricamente. É a experiência pessoal e individual que o melhor define ou o compreende.O reducionismo freudiano desumaniza a sexualidade, devalorizando-a. Não levando em conta que a relação sexual é um meio de expressão para um relacionamento amoroso. Quem ama se relaciona com um individuo, pois a troca constante de parceiros seria uma expressão de negação desse amor. O amor busca um relacionamento estável baseado numa parceria, companheirismo, reciprocidade e bem estar comum. A o contrario disto, haveria uma diminuição do prazer, com a despersonalização do amor. Frankl afirma que sua experiência clinica, o fez chegar à conclusão de que a desumanização do amor, seria como um ato de “matar o amor” e sua conseqüência pode provocar frigidez ou impotência sexual.Para Frankl “A sexualidade não é algo humano, mas algo que tem que ser humanizado”.
Freud fez uma distinção entre a “meta” e o “objeto” da pulsão. Para Freud, quando a sexualidade se instala na puberdade, o adolescente pode não descarregar sua tensão no ato sexual, levando-o a masturbação. Durante a fase de maturação do ser humano, levando em consideração a sexualidade como uma mera meta, para se atingir um prazer, não do objeto, mas sim do sujeito, o mesmo canaliza suas tensões na pornografia, onismo ou prostituição.Frankl refuta essa teoria afirmando ser isso um retardamento psicosexual, onde o individuo não avançou a um grau mais elevado de sua sexualidade, mas sim uma regressão da mesma.

EXISTÊNCIA DE DEUS PERGUNTAS E RESPOSTAS


EXECÍCIO Nº 1

1.Qual a diferença ente “conteúdo geral” e “público geral”?

a)Conteúdo Geral.A natureza possui o conteúdo geral revelador de Deus e de seus atributos morais a todos os povos da terra. Esse conteúdo gera uma consciência universal de que existe um Deus supremo e criador de todas as coisas revelado através de sua criação. Porém essa revelação não é plena e é insuficiente para revelar o caráter redentor e o plano salvivico de Deus para a humanidade. Somente as Escrituras podem revelar seus desígnios de salvação e nos proporcionar um conhecimento mais profundo e abrangente de seus atributos. Portanto o conteúdo geral abrange todo conhecimento de Deus revelado.

b)Público Geral.Diariamente nos é revelado a existência de Deus, seu poder e sua divindade se reconhecem claramente através de sua criação, que constantemente reflete sua grandeza e proclama sua glória desde os céus. Esse conteúdo é público e geral a todos os povos da terra.

2. Que argumentos o autor usa para combater a idéia da natureza como “mãe”?

A natureza por si só, não pode produzir vida, nada acontece por obra do acaso. O acaso não tem consciência individual assim como a natureza por si só também não a tem, portanto o que não possuí uma consciência de sua existência não pode produzir vida inteligente como a vida humana, nem tão pouco produzir uma biodiversidade com leis naturais sistematizadas. Somente um ser auto-existente e consciente pode produzir tudo o que existe. Vida gera vida e vida consciente gera vida consciente

3. Qual diferença entre ateísmo e agnosticismo?

O ateísmo nega claramente a existência de Deus e milita contra toda forma de expressão religiosa que o proclama como Ser real. O agnosticismo deixa essa questão em aberto, afirmando que não há prova suficiente para provar sua existência. Ambos é uma negação de Deus, e é nociva a humanidade.

4. Que revelações sobre o caráter e a natureza de Deus podem ser observadas nanatureza?

Segundo Salmos 19.1, Deus é revelado como Deus glorioso e criador. Seu caráter benevolente e generoso é manifestado através do envio das chuvas e estações frutíferas. Ver Atos 14.17. Todo seu eterno poder, atributos, divindade e ate seu caráter moral santo é manifesto através da criação e da consciência da lei gregária presente em todos os povos. Ver Romanos 1.18-21 e 2.14-16.

5. Há alguma forma convincente de tentarmos explicar a origem da vida e de todas as coisas criadas excluindo completamente a existência de Deus? Por quê?

Seria um tanto irracional e grosseiro dissociar o criador de sua criação, atribuindo a criação a obra de um mero acaso ou acidente como proposto pelos céticos na teoria do Big Ben. Tudo o que existe está sujeito a leis naturais sistematizadas, como se fosse uma grande máquina funcionando através de engrenagens. Tudo no universo tem seu propósito e a biodiversidade vive em plena sintonia e dependência mutua. Portanto somente um Ser com inteligência e criatividade pode trazer a existência tanta maravilha.

6. Certas pessoas ouvem a pregação da Palavra de Deus por muitos anos sem nenhuma reação diante de suas verdades. Permanece indiferente a tudo o que diz respeito a Deus e às coisas santas. Mas, no momento em que se convertem tudo aquilo que sempre ouviram com indiferença passa a fazer sentido para eles e de repente sua atenção é despertada. O que aconteceu com essas pessoas que chagam até mesmo a dizer: “Como é que eu não compreendi isso antes?”.

Tais pessoas receberam uma revelação especial e especifica de Deus mediante o Espírito Santo. Seus olhos espirituais lhes foram abertos com fim de enxergar as verdades do Evangelho. (Rm 8.16; I Co 2.6-16 e II Co 4.4).

EXERCÍCIO Nº II

1.Como a natureza é instrumento para a revelação geral mediada de Deus?

No momento em que ele é um meio de revelação da existência de Deus, no que tange a proclamação de sua glória, atributos e divindade.

2.Onde é que Deus implantou o senso inato de si mesmo nos seres humanos?

Em nossa mente ou coração Deus implantou o senso de sua existência assim como de seu juízo moral.

3. Que fato confirma a natureza religiosa da humanidade?

A presente manifestação cultural religiosa das crenças em todos os povos da terra, e da incessante procura do homem por contato com o mundo espiritual, mostra desde os primórdios de seu historia seu caráter religioso.

4. Se toda humanidade tem a lei de Deus gravada em seus corações, porque nem todos obedecem a esta lei?

Devido ao seu estado de queda e morte espiritual, o homem não liberto pela graça, não consegue obedecer ao seu senso moral da sua própria consciência, e nem tão pouco a lei de Deus escrita.

5. É possível pessoas não terem o conhecimento da Palavra de Deus e mesmo assim levarem vidas honestas e íntegras, em relação aos padrões dos homens?

Devido à existência da lei moral universal presente na consciência de cada homem, é possível ao pecador ter uma relativa conduta moral exemplar, porém continua sendo um pecador necessitado do perdão e da misericórdia de Deus.

6. A revelação de Deus através da natureza é suficiente para a salvação de alguém?(1.18-23).

A natureza é suficiente para revelar a existência de Deus, mas insuficiente para revelar a salvação, pois a mesma só é revelada através da revelação especial e especifica das Escrituras.

7. A consciência humana funciona como um indicador da existência de Deus? Por quê?

Em nossa alma sentimos a necessidade de uma busca por algo que transcende a esse mundo físico, uma busca de Deus, mesmo que de forma errada como o faz a maioria das pessoas através de crenças pagãs e distorcidas. Mesmo aqueles que ignoram sua existência, no momento de grande aflição buscam por Deus. Essa atitude revela a consciência de Deus existente no homem.

TEOLOGIA DO DISCIPULADO

A igreja existe por alguma razão especifica, veja o que Jesus diz em Mateus 16:18: “ Edificarei a minha igreja”. A igreja é propriedade exclusiva de Deus, e Ele estabeleceu-a com propósitos específicos, e cabe a nós sermos instrumentos para cumprir esse propósito divino.Não fomos chamados apenas para ganhar almas, mas também para fazer discípulos. Edificar a igreja é solidificar a fé do novo crente, iniciando após sua conversão o processo de discipulado que será fundamental para formação do caráter de Cristo no neófito.Acreditamos que o maior desafio colocado diante de nós como igreja seja o DISCIPULADO. As estatísticas nos dizem que batizamos 5% das pessoas que ganhamos. Esse quadro critico deve-se ao descaso de muitas igrejas com o fator de formação de discípulos.

Discipulado no Antigo Testamento: Original: Limmüdh.
O discipulado era uma prática que já existia desde os tempos do A.T. Tanto rabinos judeus quanto filósofos gregos formavam grupo de discípulos. Os profetas também formavam discípulos, um exemplo disso é a relação entre Elias e Elizeu que o sucedeu. Veja 2 Reis capitulo 2. O termo aparece em varias versões do A.T. Também podendo ser traduzido por “eruditos” no hebraico. Há também referencias sobre discípulos em Is 50:4, Is 54: 13 e em I Cr 25:8. Discipulado no Novo Testamento: Original: mathêtes. No N.T, encontramos o exemplo de João Batista como discipulador (Mt 9:14, Jô 9:28). Os fariseus também formavam discípulos(Lc 5:33) e esses por sua vez se consideravam discípulos de Moisés( Jô 9:28). Jesus foi o maior exemplo de mestre formador de discípulos, ao dedicar 3 anos de seu ministério com os 12, (Mt 10:1; 11:1). Em Atos os cristãos também são chamados de discípulos(6:1,2,7; 9:36).
As diferenças e características dos discípulos de Jesus em relação aos rabinos.
Todos os doze seguidores de Jesus foram chamados por sua ordem e autoridade divina (Mc 1:16; Mt 8:22). Quem quisesse segui-lo, deveria estar disposto a renunciar os prazeres passageiros para dedicar-se exclusivamente para os propósitos do Reino, como também estar disposto a suportar o sofrimento e perseguição. (Mt 16:24,26). Não era a formação de homens que adquirirão um legado de regras tradicionais religiosas, mas sim a formação de homens vocacionados com uma vocação escatológica para propagação da mensagem do Reino de Deus.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Análise do Salmo 67, Numa Visão Missionária.


O Salmista representando Israel na qualidade de nação santa e povo escolhido por Deus (Dt 14.1), começa este salmo reivindicando numa atitude de humilhação e apelo a benevolente misericórdia de Deus o resplandecer do seu rosto, ou seja, as suas bênçãos sobre a colheita, o fruto da terra (verso seis), para que as nações podessem contemplar e conhecer em Israel a salvação do Senhor. Esse conhecimento levaria as nações a reconhecerem que só o Eterno poderia abençoá-los e salva-los. O propósito desse exemplo do tratar especial de Deus para com Israel era alcançar todas as nações, para que juntos experimentassem, a salvação, as bênçãos sobre o fruto da terra, para que todos os povos da terra se alegrassem numa atitude universal de ação de graças e adoração para com o Eterno.Destacamos o versículo dois, “para que se conheça na terra os teus caminhos, e em todas as nações a tua salvação”. Este versículo nos revela o propósito missionário de Deus desde os tempos da lei e até mesmo bem antes em Abraão (Gn 12.3), ao eleger a Israel uma nação que levasse os povos a conhecerem o Deus único e verdadeiro bem como sua palavra de salvação.



A RELAÇÃO DO SER DE DEUS E SEUS ATRIBUTOS


INTRODUÇÃO


Compreende-se o ser de Deus e sua relação com seus atributos com base numa pesquisa analítica-descritiva, revelada em sua relação com sua criação, e não com base numa pesquisa genético-sintética. Portanto não se pode dar uma definição plena ou absoluta da essência de Deus, isto é impossível. Nem tão pouco traçarmos uma constituição de Deus de forma como podemos fazer com o ser humano na biologia e em outras ciências. Portanto o que se pode conhecer Dele é parcial e relativo manifesto em seus atributos



DESENVOLVIMENTO



Temos uma indicação da essência de Deus no que Ele mesmo revelou a nós dizendo de si mesmo “Eu sou o que sou”, ou seja, Yavé (Êxodo 3.14). Este nome é em hebraico יהוה (YHWH), que de acordo com a tradição judaica é a terceira pessoa do imperfeito no singular do verbo ser. Com esta declaração Deus se revelou como auto-existente, sendo Ele mesmo absolutamente independente como Deus soberano e vivente. Cristo também nos deu uma indicação mais consistente da essencia do Pai em João 4.24. “Deus é espírito e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. Portanto Deus é um ser espiritual.Mas para compreendermos o que se pode compreender em nossa limitação humana sobre o Ser de Deus é necessário conhecermos os seus atributos que são revelados em sua relação com suas criaturas. É impossível definirmos a essência de Deus mediante a definição de sua constituição interna, nem muito menos do que Ele é composto ou constituido, Deus é alto, profundo e infinito demais para que tenhamos um conhecimento pleno de sua pessoa. Só conhecemos a Deus na medida em que Ele se relaciona com o homem, manifestando os seus atributos. Não é possível dar uma definição completa ou termos um conhecimento baseado numa descrição plena e completa da pessoa de Deus, pois o finito nã pode compreender o infinito.Há duas posições extremas que devemos evitar, uma de que Deus mesmo em sua infinitude e profundade pode ser plenamente comprensível, e outra de que não podemos ter nenhum conhecimento de Ser de Deus. Nenhuma das duas posições são coerentes. O que podemos ter é uma compreenção relativa e parcial do Ser divino, no que tange ao que se revelou ao homem pelos seus atributos.

Todos os atributos de Deus estão em perfeita harmonia, não sendo um mais elevado que o outro. Os atributos de Deus não são diversas partes que compõem sua essência, pois Deus não é semelhante ao homem que é composto de várias partes. A essência de Deus é identica aos seus atributos. Deus não só tem amor, justiça e sabedoria, Ele também é amor, justiça e sabedoria. A essência divina não pode ser separada dos atributos divinos. Os atributos não são componentes adicionais ao Ser de Deus, mas sim a revelação de Seu Ser divino em relação com os homens no que tange ao que Ele é em si mesmo. Deus é o seus atributos.


CONCLUSÃO


Concluímos ser impossível uma descrição exaustiva e completa do Ser divino, ou chegarmos a um conhecimento pleno de sua Pessoa, mas que, todavia podemos conhecer o Ser de Deus através dos seus atributos revelados a humanidade. O que importa para o crente são sua comunhão e o desfrute das bênçãos de Deus através de sua relação com Ele.

A EXISTÊNCIA DO INFERNO



INFERNO


Lugar e estado de castigo em que os perdidos estão eternamente separados de DeusMt 18.8-9; 25.46; Lc 16. 19-31; 2Ped 2.4; Ap 20.14Inferno no NT, traduz as palavras hades(uma vez) e geena, hinom e Sheol.Lugar de castigo para os mortos. Todas essas palavras no original possuem o mesmo significado. Também pode ser traduzido como sepultamento natural como podem indicar a morada dos mortos em seu estado de existência espiritual.



Relação entre Inferno e Sepultura


Antes de tudo um lugar destinado aos ímpios e pecadores de todas as nações, Sl 9.17. Se fosse apenas um estado natural de morte e sepultamento no sentido literal, seria injusto da parte de Deus que o justo compartilhasse da mesma desgraça com o ímpio.A morte e o inferno não são exatamente a mesma coisa, a morte é o passo que o ímpio da em direção a dimensão do inferno Pv 5.5.Muitas vezes a morte e sepultura estão relacionadas ao inferno, como se desse a entender que o inferno não passa de um estado de inexistência ou um simples sepultamento de um cadáver (Jó 26.6; Pv 15.11), mas a Bíblia nos dá evidencias claras de que ambos estão co-relacionados (Os 13.14) quando se trata da morte de um ímpio, que após a morte física será encaminhado para uma dimensão de tormentos. Porém a passagem de Isaías 14:15, é clara quando revela que Lúcifer será levado a cova ou sepultura, ao mais profundo abismo, mostrando-nos a evidencia de que a cova também pode ser traduzida num sentido espiritual como sendo um estágio de morte não somente física, mas uma condenação e afastamento de Deus em uma dimensão destinada a esse fim, ou seja, Satanás é um espírito, e espíritos não deixam de existir ou entram em decomposição como um corpo sepultado.


É lugar de fogo, ardência, chamas, choro e ranger de dentes (Mateus 5.22; Lucas 13.28).“As portas do inferno”, ou seja, a dimensão, reino e morada dos demônios não prevalecerão contra a Igreja de Cristo. Neste caso o inferno pode ser também traduzido como o reino cósmico do diabo e seus anjos. (Mateus 16.18.)Somos advertidos e podemos evitar esse lugar (Mateus 18.9; Lucas 12.5 e Lucas 13.24).


Inferno lugar de tormentos na parábola do rico e Lazáro (Lucas 16. 19-31).Em primeiro lugar vamos compreender o significado do termo “parábola”, e sua finalidade na construção de um pensamento ou tese.Segundo o dicionário bíblico da sociedade bíblica do Brasil, o termo é definido como sendo geralmente história curta, e às vezes, comparação, baseada em fatos reais com o fim de ensinar as lições de sabedoria, de moral ou de religião. O dicionário Aurélio da língua português define: “Narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca outra realidade de ordem superior”.Ou seja, a parábola nos serve de base doutrinária para defender uma verdade existente, principalmente quando se tratam das parábolas dos evangelhos, narradas pelo próprio Cristo.A parábola do rico e Lázaro revela uma realidade espiritual inevitável após a morte. Cristo no trás a revelação dessa realidade.Versículo 22, os anjos estão encarregados de levarem a alma do justo direto ao seio de Abraão, paraíso onde estão as almas dos justos, como o próprio Abraão.Versículo 23, o ímpio vai direto após seu sepultamento ao inferno retratado como um lugar de tormento.Versículo 24, lugar de chamas.Versículo 26, o inferno constitui-se num abismo onde os mortos não podem retornar ao mundo dos vivos, o que nos dá base para refutarmos a doutrina espírita.



O Lago de Fogo em Apocalipse 20.11-14 e 21.8.


Também chamado de a segunda morte é o lugar onde todos os seres espirituais, tanto homens como anjos caídos serão lançados após o grande julgamento universal, que somente ocorrerá no juízo final.“... a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo”... Ou seja, o inferno não é exatamente o lago de fogo, é o lugar de habitação atual da alma dos ímpios ou o conjunto de componentes que se encontram nesse lugar. Aqui temos uma figura de linguagem, a metonímia, a parte pelo todo. Ou seja, não é a dimensão que será lançada no lago de fogo, mas seus elementos que lá se encontram atualmente.



O paraíso lugar dos justos


Então disse: Senhor lembra-te de mim quando entrares no teu reino.Repondeu-lhe Jesus:Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraísoMateus 23.42,43.Temos aqui uma revelação clara, do destino imediato da alma do justo. Pois Cristo afirma com verdadeira veemência: “Hoje estarás comigo no paraíso”. O tempo é hoje, o momento imediato, após a morte, experiência da qual passou o ladrão da cruz, aquele que creu na obra redentora, naquele momento crucial do qual Cristo estava passando.O apostolo Paulo, passou pela experiência de transcender em vida até este lugar (2 Co 12.2-4).



A ressurreição dos ímpios e justos


Os que fizeram o bem sairão para ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação. João 5.29. Como a Bíblia não se contradiz, cremos que da mesma forma que os que estão no inferno, voltarão em corpos transformados, para a ressurreição da condenação, com o fim de serem lançados no lago de fogo, como também acreditamos ser os justos ressuscitados em um corpo glorificado após estarem um tempo no paraíso para a ressurreição da vida do qual os destinará a morada na nova Jerusalém (Ap 21.9-27). Ou juntamos como num quebra cabeça todos os textos e contextos bíblicos ou cairemos no erro de criar doutrinas baseadas em versículos isolados dos quais julgamos dar base ao que queremos crer.

RESENHA DO LIVRO DE ECLESIASTES


O livro de Eclesiastes é geralmente creditado ao rei Salomão filho de Davi. Ec 1.1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém”. Alusões à sabedoria de Salomão (1.16), à riqueza (2.8), aos servos, aos prazeres (2.3), e sua atividades de empreendimento estão registrados no livro. Muitos indícios levam a crer que seu autor foi Salomão. Provavelmente escreveu Eclesiastes em sua velhice, bem antes de sua morte, revelando ao mundo um fato não registrado nas crônicas e nem nos livros do reis, o fato de ter se arrependido de seus pecados e ter-se voltado a Deus antes de sua morte.O livro tem como tema a busca por algo de valor verdadeiro nesta vida, de um sentido real para tudo o que se faz “debaixo do sol”, ou seja, todo trabalho, empreendimentos, tudo que se faz nessa existência para atingir a felicidade e o sentido para a vida é apenas vaidade, algo fugaz, transitório e aflição de espírito. Em Ec 1.2,3 o Pregador já experiente e maduro em relação à vida, discursa indagando: “Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades, tudo é vaidade!.Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol ?”. Isso mostra certo pessimismo em relação à busca de uma satisfação plena nos prazeres dessa vida. Seu otimismo surge quando descreve a ordem perfeita das coisas estabelecidas por Deus, e de como há tempo para tudo estabelecida por Ele em todo propósito debaixo do céu (Ec 3.1-14). Continua afirmando ser um dom de Deus tudo o que o homem consegue nesta vida para seu deleite, o que deve fazê-lo aproveitando o máximo possível dos prazeres terrenos, mas sabendo que um dia prestará contas a Deus pela forma como desfrutou de tudo nesta vida que esteve ao seu alcance (Ec 5.19 e 11.9). Em suas observações finais, Salomão se dirige aos jovens, porque queria, acima de tudo, que eles se beneficiassem dos seus erros.
Pode-se chegar a seguinte conclusão sobre o pensamento de Salomão em Eclesiastes: A juventude é um engano e ilusão, a vida adulta uma luta e a velhice um arrependimento. Poder, popularidade, prosperidade, prestígio e prazer em medida abundante e todos juntos não podem extinguir a sede ardente na alma do homem que só Deus pode satisfazer. O valor permanente de Eclesiastes está no fato em que comprova que só Deus pode satisfazer as necessidades mais profundas do coração do homem.Grandes e preciosas lições de vida são extraídas do Livro do Eclesiastes. Uma delas é de que não há satisfação plena e nem felicidade completa nesta vida transitória ou temporal, nunca o homem se fartará, sempre será escravo de sua própria cobiça (Ec 5.10). Os prazeres terrenos são ilusórios e passageiros, portanto o homem na sua breve existência deve aproveitar e gozar de todo fruto de seu trabalho com sabedoria e temor ao Senhor, sabendo que um dia há de prestar contas a Deus por tudo, e de que seu corpo voltará a ser pó, e seu espírito voltará a Deus que o criou (Ec 12. 7-14).

Bibliografia

João Ferreira.1995. Livro de Eclesiastes, edição contemporânea. Editora Vida.

ANÁLISE CRÍTICA DE JOÃO 13.1-20


O capítulo começa com Jesus no cenáculo antes da páscoa ciente de que o momento crucial de sua missão havia chegado, e de que após cumpri-la estaria de volta ao seu reino eterno ao lado do Pai que lhe havia confiado todas as coisas.
Mesmo ante a toda oposição sofrida pelos que o rejeitaram, mesmo em sua presciência de saber que seria traído por Judas, e que por três vezes seria negado por Pedro ao cantar do galo, mesmo assim diante do abandono de todos, persistiu firme no amor e cuidado por todos eles até o fim de sua missão terrena.
Seu amor foi tão sublime, incondicional, verdadeiro, tão compassivo e transcendental, que mesmo ante a traição de Judas ele o chamou de amigo (Lucas, 26.50). Agora lhe restando pouco tempo com eles, preocupava-se em legar essa atitude de amor e humildade aos seus discípulos, pois a eles caberiam a fundação da igreja e a expansão do cristianismo que deveria cultivar essas duas virtudes principais como pilares da fé cristã.
Embora alguns interpretem ou adotem a atitude do lavar os pés como um dogma a ser seguido ao pé da letra e o faça disso um ritual cerimonial, essa não foi à intenção do Mestre do amor e o mais humilde dos homens.
O lavar dos pés era uma pratica dos servos e escravos, algo realmente humilhante não só para um homem livre como principalmente para alguém de posição social superior, ninguém ali no cenáculo exceto Jesus tomaria tal atitude, até mesmo porque antes eles discutiram sobre quem tomaria o lugar de maior destaque e honra no reino de Cristo (Marcos 9.33-37).
Mesmo em sua condição de Mestre e Senhor, Jesus da o exemplo de humildade, rebaixando-se a condição de servo ao lavar aos pés daqueles que eram menores que ele. Refletindo com isso um amor que é capaz de se auto-abnegar em favor de outrem, um amor auto-doador, livre das amarras do egoísmo e o do orgulho.
Portanto como cristãos temos a obrigação de seguir as pisadas do Mestre, pois o mesmo João disse em sua primeira encíclica: “aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (I João 1.6).
Hoje em dia preferimos a coroa de glória em vez da cruz, de todos os privilégios do reino sem nos sujeitarmos ao senhorio do Rei da Glória. Estamos dispostos a decretar, ordenar em vez de nos humilharmos diante da poderosa mão de Deus, incapazes de reconhecermos que tudo que temos e somos, o somos não por merecimento, mas por seu amor e graça. E por fim nos declaramos príncipes e reivindicamos todos os privilégios do evangelho, mas nunca nos declaramos servos com o dever de obedecer e servir aquele que é Senhor de todas as coisas e que nos amou e nos serviu primeiro (Filipenses 2.3-8).













JESUS FILHO DE DAVI (YESHUA BEN DAVID)


INTRODUÇÃO


O presente trabalho tem como objetivo provar a descendência davídica de Jesus Cristo. Serão expostas algumas passagens bíblicas e um embasamento teológico para a defesa de sua messianidade.


A DINASTIA DAVIDICA


Davi foi o segundo rei de Israel e Judá, sucedendo a Saul. Foi ungido secretamente por Samuel ainda na sua adolescência quando apascentava o rebanho de seu pai Jessé (I Sm 16.1-13). Foi manifestado publicamente mais tarde (2 Sm 2.4; 5.3). Fundou uma dinastia que durou 425 anos, poucos reinos conseguiram tal proeza. O último rei da dinastia davidica foi Tzidqiyahu ben Yo’shiyahu (O rei Ezequias filho de Jeconias). Depois do exílio outras dinastias que não eram da descendência de Davi, reinaram em Israel, como no caso dos Macabeus e Herodes.


PROMESSA MESSIÂNICA


Deus havia prometido para Davi que sua descendência reinaria para sempre (2 Sm 7.16). Sendo Deus fiel, não podendo negar a si mesmo velando pela sua palavra para cumpri-la. A genealogia era apenas contada com os entes do sexo masculino, as mulheres não eram citadas na árvore genealógica dos judeus. Portanto a descendência davidica de Jesus seria contada de Abraão, chegando a Davi, passando pelos reis de Judá, aos descendentes do exílio e pós-exílio até José e finalmente terminando em Jesus (Mt 1.1-17). Mas uma questão é levantada: Se Jesus era descendente de Davi, não teria que ser filho biológico de José?Melhor forma de explicar essa questão é nos voltarmos para as escrituras, no que tange a promessa do Messias, ou seja, de que forma ele viria ao mundo, qual seria sua missão e o caráter dela? E qual a sua natureza humana e divina.

a) Ele teria um nascimento virginal (Is 7.14), jamais poderia ser gerado pela semente do homem, pois caso contrário herdaria a natureza caída de Adão, o que impediria o caráter redentor de sua missão (Rm 5.12-21). Portanto partindo desse principio não podemos esperar ou exigir que o Messias tivesse um nascimento natural, pois estaríamos espiritualmente perdidos e condenados.

b) Ele é Emanuel, ou melhor, é o próprio Deus encarnado em forma humana, o verbo da vida (Is 7.14; Jô 1.1). Seu caráter divino o faz filho unigênito de Deus em essência, mas filho de José por nascer na casa de José filho de Davi.

c) Sua missão era redentora (Is 53). Teria um caráter terreno e celestial no que tange ao seu ministério na terra, seu sofrimento, redenção e sacrifício, assim como sua ressurreição e vida eterna.

d) Não poderia jamais ser gerado do sêmen de José, pois o Cristo é um ser pré-existente e o que é finito não pode gerar o que é infinito, e que é terreno não pode gerar o que é celestial. A criatura não pode gerar o criador (Cl 1.15-17; Jo 8.23 e 58).e) Ele era conhecido como sendo filho de José (Jô 1.45).

f) O próprio Jesus era consciente de sua linhagem davidica, de sua messianidade bem como de sua origem celestial como sendo pré-existente de essência divina. Jesus levantou uma questão interessante : “Que pensais vós do Cristo? De quem é filho?. Responderam-lhe: De Davi. Disse-lhe Jesus: Como, pois, Davi pelo Espírito, lhe chama Senhor dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por estrado de teus pés. Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho?” (Mt 22.42-45). Essa questão levantada pelo próprio Jesus, deixou não só os fariseus sem resposta, como qualquer um que interprete literalmente de forma carnal e meramente humana a messianidade do Cristo bem como uma compreensão pobre e terreal de sua ascendência davidica. Essa passagem dar embasamento para uma interpretação a luz do caráter espiritual de sua vinda, bem como da impossibilidade de ser gerado do homem, sendo então descendente de Davi por nascer na casa de Davi, mas não por ser gerado do sêmen natural de um de seus descendentes.

g) Os apóstolos reconheciam Jesus como sendo descendente de Davi (Rm 1.1-4)h) Davi era humano, e morreu; seu reino com o tempo acabou. Mas, de acordo com Isaías 9.6,7, o descendente de Davi, Rei-Messias, é divino, e seu Reino é eterno. Davi foi um "pai" temporário para seu povo; o Messias é um Pai imortal, eterno para todos os povos (SI 2.6-8; Lc 22.29).


CONCLUSÃO


Tudo deve ser analisado de acordo com o panorama bíblico, dentro de uma profunda analise hermenêutica, a luz do caráter da promessa messiânica segundo a forma usada por Deus para levantar o sucessor eterno no trono de Davi, afinal trata-se de uma promessa firmada no sobrenatural e no poder divino, o que não se pode esperar uma submissão à vontade humana de acordo com as expectativas terrenas meramente racionais.